MINICURSOS

  1. Batalhas impressas: a imprensa no contexto da Setembrada

Doutorando Yuri Givago Alhadef Sampaio Mateus (PPGHIS/UFMA) 

Me. Lucivan Vieira dos Santos Junior (PPGHIS/UFMA)

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No começo da construção da nação brasileira, ocorreram intensos embates político-ideológico, e que tiveram a imprensa como lugar privilegiado nessa conjuntura. Durante a Abdicação, aconteceu a Setembrada (1831-1832) no Maranhão, uma rebelião urbana, com desdobramentos no interior da província, composta por diversos segmentos da sociedade, entre eles militares dos quartéis e as camadas sociais mais baixas, caracterizando “tropa e povo”. No decorrer dessa revolta, existiram batalhas entre os jornais O Farol MaranhenseO Publicador Official e o Brasileiro em torno das narrativas sobre esse movimento, como ideias liberais, antilusitanas e discursos oficiais. Assim, temos como objetivo analisar o ativismo político do jornalismo maranhense no pós-independência, os discursos contidos nesses jornais, tais como os antilusitanos que marcaram a imprensa desse período e serviram de combustível para a Setembrada.

 

  1. História, Imprensa e Comércio no Brasil do Século XIX

Me. Julian de Souza Mota (Rede Dom Bosco – PA)

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Os estudos históricos, sobretudo, na segunda metade do século XX, passaram a explorar as potencialidades da imprensa enquanto uma fonte profícua de acesso e de compreensão do passado. No Brasil, a imprensa foi, como indicado por Tânia de Luca (2006) subutilizada até a década de 1970. Na década seguinte, no entanto, a imprensa passou a figurar cada vez mais no horizonte de pesquisa dos historiadores que passaram a vê-la não só como fonte, mas, também como objeto da história. Nos últimos anos a imprensa tem sido cada vez mais escolhida como objeto e fonte de estudos especialmente em sua dimensão política, nos estudos sobre escravidão, de gênero, das sociabilidades dentre outros temas.

Esse minicurso busca explorar outras potencialidades de estudos a partir da imprensa Oitocentista, a saber: a possibilidade de se compreender quais eram as relações econômicas tecidas nas províncias brasileiras e seus interiores. Essa relação é possível pois, foi frequente o uso da imprensa como anunciadora da venda de produtos alimentícios, escravos, produtos manufaturados e uma infinidade de mercadorias que vindas dos mais diferentes cantos do império eram comercializados nas praças das várias cidades. Nesse sentido, o minicurso busca delinear as possibilidades de pesquisa entre História, Imprensa e Comércio no Brasil do século XIX.

A proposta do minicurso é apontar as potencialidades da imprensa como objeto e fonte para a compreensão das relações econômicas no Brasil dos Oitocentos, destacando os casos da Bahia e do Maranhão, ao levantar essa discussão faremos um pequeno relato de experiência sobre a utilização da imprensa enquanto fonte para a compreensão da economia no Brasil imperial. Por fim, o minicurso visa agregar pesquisadores que se debruçam sobre a imprensa nas suas mais variadas possibilidades para que juntos possamos debater os usos desta para a pesquisa em história.

 

  1. História conceitual: teoria e possibilidades para a imprensa oitocentista

Dr. Renato de Ulhôa Canto Reis

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https://meet.google.com/jjz-ppuk-xbv

 

A imprensa periódica dos oitocentos, nos últimos anos, tornou-se um campo fecundo para pesquisas de diversas orientações. A história social, a história política, a história cultural e a história intelectual se debruçam nessas fontes com o intuito de reconstituir os processos históricos. Cada uma delas parte de questões distintas e opera por meio de um instrumental próprio de indagações, reflexões e análises. Uma forma de servir-se dos potenciais do periodismo é investigar o uso dos conceitos mobilizados pelos atores históricos em diferentes contextos políticos. A análise conceitual visa propor reflexões no nível teórico e prático a respeito das formas de compreensão política, cultural e social do passado, bem como problematizar as categorias interpretativas do observador no presente. Os conceitos, tal como exposto por Reinhart Koselleck, condensam determinadas experiências, ao ponto de que estas só podem ser conhecidas por meio dos conceitos que as designam. Nesse sentido, representação, constituição, Estado, liberalismo, nação, entre muitos outros, seriam conceitos políticos básicos mobilizados pelos atores históricos, não somente com o intuito de descrever uma dada realidade, mas simultaneamente, de cria-la e recria-la. Assim, os conceitos possuem camadas de significados operadas em distintos momentos, permitindo sua reconstituição em uma narrativa de longa duração, formatando um campo próprio dentro da história intelectual: a história conceitual. A proposta do presente minicurso é apresentar os potenciais, as adversidades e os desafios para a escrita de uma história conceitual por meio da imprensa periódica. No primeiro momento é necessário evidenciar o que é a história conceitual, quais suas premissas teóricas e como ela opera na prática. Para tanto, ainda que o campo tenha se ampliado e diversificado ao longo dos anos, pretendo aborda-lo a partir das orientações de Reinhart Koselleck, autor que está na base da formatação do campo. No segundo momento, busca-se apresentar distintas formas de investigação dos conceitos a partir da imprensa periódica dos oitocentos, além de trazer à tona as novidades da história conceitual, como sua relação com a história atlântica, com a história transnacional, com a história das emoções e com a literatura.

 

  1. Pesquisando a história industrial através da imprensa

Dra. Olivia Silva Nery (UFPel/UNESPAR)

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https://meet.google.com/vjc-iija-vtj

 Atenção: o minicurso ocorrerá somente nos dias 25 e 26 de novembro. No entanto, os certificados serão emitidos com a carga horária de 6 horas.

 

A imprensa, sobretudo os jornais, traz em suas narrativas uma visão peculiar sobre os acontecimentos, pois, ao registrar os eventos do período, tornou-se uma força ativa da história. Nesse sentido, esse minicurso pretende explorar as diversas possibilidades de uso da imprensa enquanto fonte histórica para investigar a história industrial (período de industrialização, fábricas, estabelecimentos ligados às indústrias, industriais, operários etc.). A História há muito se utiliza da imprensa, e dos meios de comunicação, como fonte, ou objeto de estudo, para compreender os fenômenos sociais, culturais e econômicos das sociedades passadas. Variando em aspectos metodológicos, pesquisadores (as) se apropriam da imprensa como fonte primária com o intuito de obter uma parcela da realidade de um fato passado. Trata-se daquilo que Tânia Regina de Luca entende por “escrita da História por meio da imprensa”. Será essa História por meio da imprensa que norteará o minicurso, apresentando exemplos de outras pesquisas e analisando, em conjunto, alguns jornais e revistas e suas possibilidades metodológicas. O minicurso estará dividido em dois momentos: iniciando com apresentação de questões teóricas e conceituais que envolvem a imprensa enquanto fonte histórica e os cuidados necessários ao pesquisá-la e, num segundo momento, uma experiência prática e de diálogo com os participantes.

 

  1. A Imprensa e processos de impeachment no Brasil

Doutoranda Joyce Cristine Silva Lopes (PPGHIST/UEMA)

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https://meet.google.com/igu-jkjp-cyq

 

O minicurso tem como objetivo discutir o contexto político brasileiro durante os processos de impeachment na Nova República, apresentando o papel da imprensa nacional como Aparelho Privado de Hegemonia responsável por criar consenso sobre projetos políticos em disputa por Hegemonia. Desse modo, será  apresentado os contextos político de Crise de Hegemonia do governo Fernando Collor de Mello em 1992, pós Regime Empresarial Militar e sua relação com a imprensa nacional e a mobilização para o afastamento após investigação e comprovação de crime de corrupção. Além disso, discutirá o contexto do Golpe Parlamentar, travestido de impeachment, sofrido por Dilma Rousseff em 2016, o papel da imprensa na construção e criação de consenso no que se refere ao processo de afastamento da primeira mulher eleita para o cargo máximo da política nacional e a ascensão da extrema direita na política nacional.

 

 

  1. Política econômica na ditadura por meio da imprensa

Ma. Raíssa Caroline Macau Mendes (NUPEHIC/UEMA)

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https://meet.google.com/amm-kcyj-qfc

 

A Política Econômica ao longo da Ditadura Empresarial-Militar foi significativa para o andamento das ações governamentais e empresariais no Brasil. Nesse sentido, é importante entender alguns aspectos no processo ditatorial e suas consequências, como a questão do crescimento e desenvolvimentismo. Além disso, é crucial discutir como esse processo repercutiu por meio da imprensa em nível nacional, mas também regional, a exemplo a maranhense, e como tal veículo de comunicação se posiciona sobre a temática. Assim, o minicurso terá como principal objetivo entender a Política Econômica ao longo da Ditadura, utilizando como fonte de análise a imprensa brasileira. Os eixos de discussão serão: a dinâmica da política econômica no Brasil, discussão das categorias de Ditadura, Imprensa como fonte metodológica de pesquisa histórica e análise da política econômica na imprensa.

 

  1. A IMPRENSA E JOSÉ SARNEY: a construção/manutenção do consenso em torno do projeto empresarial-militar no Maranhão. 

Me. Paulo Leandro da Costa Moraes (NUPEHIC/UEMA)

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Na esteira da diversificação dos estudos sobre a ditadura empresarial-militar e das relações entre sociedade civil e Estado restrito naquele período, se desenvolvem no Maranhão um conjunto de trabalhos que buscam esclarecer o apoio da imprensa regional à José Sarney. Esse apoio teve como ponto de partida a associação da imagem do político ao movimento de contestação às fraudes eleitorais e ao “tradicionalismo/atraso” representado pelo vitorinismo (grupo oligárquico que dominava a política estadual), visando construir um consenso em torno de Sarney como representante de um saneamento do meio político e de um projeto tecnocrático e de modernização econômica que privilegiaria os investimentos multinacionais e associados. Portanto, levando em consideração a relevância desses estudos para a dinamização da compreensão do período ditatorial, esse minicurso apresentará como a imprensa maranhense não apenas ajudou a eleger José Sarney ao governo do estado como principal representante da ditadura em 1965, mas também contribuiu para manutenção do consenso em torno dos programas desenvolvidos em seu governo em alinhamento com o poder central e para a conformação de um novo arranjo partidário no Maranhão. Para isso, leva-se em consideração as contribuições da teoria do Estado ampliado de Gramsci para a apreensão dos vínculos entre aparelhos privados de hegemonia e Estado restrito na conformação de um projeto empresarial-militar no Brasil e mais especificamente no Maranhão.

 

  1. A imprensa como fonte no Ensino da História Política

Ma. Drielle de Souza Bittencourt (NUPEHIC/UEMA)

Doutorando Werbeth Serejo Belo (PPGHIST/UEMA)

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https://meet.google.com/pbt-nwim-anf


A imprensa, como fonte e objeto, tem se constituído como fundamental para a pesquisa e a escrita em História. Dessa forma, além da sua utilização nos trabalhos acadêmicos é necessária sua inserção no Ensino de História como forma de dinamizar e ampliar o horizonte do que é ensinado em sala de aula. Sendo assim, o ensino da História Política na Educação Básica é essencial, pois como vemos, principalmente na atualidade, essa compreensão é importantíssima para o rumo do nosso país e nossa vida. A partir disso, este minicurso se propõe a trazer reflexões que possam se tornar metodologias que possibilitem caminhos para trabalhar a História Política através da imprensa no Ensino de História na Educação Básica.