Simpósios Temáticos

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Simpósios Temáticos (12):

1. Imprensa, representações e identidades. Dra. Tatiana Raquel Reis Silva (UEMA)

Resumo: Um longo debate acerca da utilização dos jornais como fontes de pesquisa para a história inicia em fins do século XX. Naquela conjuntura foi perceptível a importância dos periódicos para o enriquecimento historiográfico, na medida em que possibilitavam uma maior compreensão acerca dos comportamentos, representações e práticas de uma dada sociedade. Dessa forma, os jornais se tornaram fontes fundamentais para o estudo de temáticas diversas. Assim, o presente simpósio tem como campo de debate questões ligadas a produção de escritos sobre o gênero e representações acerca do feminino, práticas culturais e festivas; a imprensa negra no pós-abolição, memórias da escravidão e reconfiguração de identidades.

2. Impressos no Brasil do Oitocentos. Dr. Marcelo Cheche Galves (UEMA) / Ms. Romário Sampaio Basílio (Doutorando – Universidade Nova de Lisboa)

Resumo: Esse simpósio se insere no trabalho enfrentado por pesquisadores nos últimos anos no intuito de recuperar registros, e oferecer interpretações, sobre uma sociedade letrada, já na transição do mundo luso-brasileiro nas primeiras décadas do XIX. Distantes de uma história por vezes acusada de “elitista”, interessa-nos a difusão da palavra escrita (e ouvida) nos debates políticos, nas práticas comerciais – incluindo a comercialização dos próprios impressos, no âmbito familiar e na difusão de uma literatura oscilante entre o livro e o folhetim. Assim, priorizaremos trabalhos voltados para a análise de jornais e folhetos, círculos literários, comércio de livros, trajetória de publicistas e outras temáticas relacionadas à produção, posse, comércio e circulação de impressos ao longo do oitocentos.

3. O espaço da política nos estudos sobre os Oitocentos. Dra. Regina Helena Martins de Faria (UFMA)

Resumo: Até o início do século XX, a produção historiográfica era basicamente de história política. Sob influência da chamada Escola dos Annales e das abordagens marxistas, as temáticas políticas perderam importância, tornaram-se (mal)ditas. Porém, nas últimas décadas, elas voltaram a despertar o interesse dos historiadores e vive-se o que foi denominado “retorno da história política”. As velhas temáticas ressurgiram, trabalhadas com novos questionamentos, novas fontes e abordagens. E novas temáticas são construídas num movimento incessante, que se beneficia do diálogo interdisciplinar que a história trava com a Filosofia, a Ciência Política, a Sociologia, a Antropologia, o Direito e outros saberes. Nesse contexto, este seminário temático se propõe ser um espaço de diálogo para historiadores e estudiosos de outras áreas das ciências humanas e sociais, que tenham pesquisas acerca de temas e abordagens relacionadas ao mundo da política nos Oitocentos, a saber: Estado, micro poderes, jogos políticos, cultura política e ideias políticas.

4. História e Literatura. Dr. José Henrique de Paula Borralho (UEMA)

Resumo: Este simpósio tem por objetivo reunir estudos sobre as relações entre História e Literatura no Brasil do século XIX a partir de como esses campos produzem categorias analíticas para a compreensão do Brasil naquela centúria, pensando questões como raça, meio, identidade e desempenho de políticas públicas feitas por literatos.

5. História, sertão e memória. Dra. Alan Kardec Gomes Pachêco Filho (UEMA)

Resumo: Este simpósio pretende reunir estudos sobre o sertão brasileiro no século XIX, a partir de concepções como cultura política, memória sertaneja e compreensão do papel dos rios na formação de uma rede de comércio regional e nacional.

6. Imprensa, política e cidadania no Brasil pós-independência. Dr. Roni César Andrade de Araújo (UFMA) e Ms. Edyene Moraes dos Santos (UFMA / Doutoranda – UNESP)

Resumo. Este simpósio temático se insere no âmbito das atividades desenvolvidas junto ao Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista, que se propõe a integrar e incentivar pesquisas sobre o Maranhão no Oitocentos. Na esteira das atividades já desenvolvidas pelo NEMO, este simpósio pretende reunir trabalhos que se dediquem ao estudo da relação entre as atividades impressas e o processo da formação do Estado Nacional brasileiro e dos conflitos político-sociais em torno da definição do “ser brasileiro” e “ser português” e das disputas em relação a posses e comércio, no pós-independência. Considerando as diversas estratégias retóricas adotadas por aqueles que estavam por trás dos periódicos e o intenso debate político ali desenvolvido entre “brasileiros” e “portugueses”, torna-se importante entender como as relações sociais e políticas se inseriam em questões práticas da vida cotidiana como o acesso às garantias constitucionais, aos empregos públicos e o direito às indenizações pelos prejuízos provocados pelas guerras de Independência, reconhecidas a partir dos termos estabelecidos pela Comissão Mista Brasil-Portugal, criada pelo Tratado de Reconhecimento da Independência do Brasil, em 1825.

7. As instituições escolares no Maranhão oitocentista. Dr. César Augusto Castro (UFMA)

Resumo: Os estudos históricos sobre as instituições escolares têm se constituído num campo relevante para a História da Educação brasileira e maranhense. Compreender os processos de constituição da escola e os seus diferentes materiais, sujeitos e conteúdos curriculares, contribui para entendermos o lugar e as lutas para organização dos espaços escolares destinados a atender públicos vários como o infantil, o adolescente e o feminino. Esse simpósio temático objetiva reunir trabalhos que tenham como foco a história da escola, seus artefatos de leitura e escrita, seus agentes e ideias em circulação no oitocentos.

8. As expressões da morte no século XIX. Dr. Agostinho Júnior Holanda Coe (UFPI) / Dr. Dimas dos Reis Ribeiro (UFMA) / Dra. Maria Elizia Borges (UFG)

Resumo: Mudanças espaço-temporais ocorridas nas representações, nos significados e nas atitudes do homem diante da morte e do morrer no século XIX. A arte tumular, as iconografias, as devoções, a laicização dos cemitérios. Os higienistas e as transformações urbanas. O Neoclassicismo, a Art Nouveau e a Belle Époque nos Cemitérios. O luto e o suicídio.

9. Religião, Religiosidade e Poder no Brasil oitocentista. Dr. Ítalo Domingos Santirocchi (UFMA) / Dr. Lyndon de Araújo Santos (UFMA)

Resumo: O ST se propõe a discutir pesquisas sobre religião, religiosidades e poder no Brasil oitocentista. Nesse período desenvolveu-se uma intricada trama de relações entre várias expressões religiosas presentes no território nacional, poderes institucionalizados, partidos políticos e demais associações. A Igreja Católica, considerada a religião oficial até a década de 1890, era múltipla em suas práticas religiosas e possuía interpretações diferentes sobre suas relações com o poder estatal e com as demais religiões, ligadas a tradições europeias, africanas, indígenas e orientais. As relações entre as diversas religiões e entre elas e o Estado nem sempre foram pacíficas, a exemplo da Revolta do Malês (islâmica) e da Revolta dos Muckers (protestante).

10. Poder e política no Oitocentos: origem e composição social das elites no Império. Dr. Yuri Costa (UEMA) e Ms. Edyene Moraes dos Santos (UFMA / Doutoranda – UNESP/Assis)

Resumo: O Simpósio Temático tem como objetivo reunir estudos sobre a política desenvolvida desde a Independência até o fim do período monárquico. Será dada ênfase aos partidos políticos predominantes, ao sistema de eleições, às estratégias de embate entre grupos e às aproximações e distanciamentos entre as elites regionais/locais e a Corte. Em particular, preocupa também o Simpósio entender a origem e a composição social das elites que protagonizaram o cenário político em destaque, englobando, por isso mesmo, trabalhos sobre trajetórias de vidas e biografias coletivas, desde que relacionados ao campo político.

11. O Maranhão e o além-mar: ascensão econômica e disputas políticas nos dois lados do Atlântico (XVIII-XIX). Ms. Luísa Moraes Silva Cutrim (Doutoranda – UFJF) e Ms. Raissa Gabrielle Vieira Cirino (Doutoranda – UFJF)

Resumo: A partir do final do século XVIII, o Maranhão consolidou importante espaço na economia transatlântica através da exportação de algodão e arroz, que delegaram relevantes cabedais aos proprietários de terras, também chamados de lavradores, e posteriormente aos negociantes. Isto porque, a partir do século XIX, os homens de negócios passaram a lucrar com comércio transatlântico por meio da intermediação entre o mercado e os lavradores. Os capitais acumulados por esses atores permitiram maior circulação ao redor do Império português, dinamização dos seus negócios e recorrente busca por cargos e/ou nomeações reais que ampliassem a notoriedade frente aos seus pares e, em especial, à Coroa lusitana. Tais estratégias geravam intensas disputas com diferentes figuras em ascensão, que também se aproveitavam do rentável contexto socioeconômico do local para se estabelecer. Mesmo com as transformações sociopolíticas que modificaram os rumos do Reino do Brasil em 1822, doravante Império, foi mantido o quadro de ascensão econômica e disputas políticas envolvendo o Maranhão. Considerando essas circunstâncias, esse simpósio pretende reunir trabalhos que analisem a participação desses atores em seus múltiplos redutos, os quais estavam relacionados, tanto com o contexto favorável da economia provincial, quanto com as velhas e novas instituições administrativas e judiciárias asseveradas ou revitalizadas sob a roupagem constitucional. Nosso intuito é discutir as formas de atuação e disputa por poderes econômicos e políticos que, muitas vezes, ultrapassavam os limites territoriais da província, onde o Atlântico transformava-se em espaço de troca de mercadorias, circulação de ideias e difusão de poderes, aspectos que auxiliaram no reconhecimento e fortalecimento de identidades sociopolíticas e/ou profissionais, além de colaborar no complexo processo de construção do Estado imperial.

12. Relações de gênero na sociedade maranhense oitocentista. Dra. Elizabeth Sousa Abrantes (UEMA) e Dra. Marize Helena de Campos (UFMA)

Resumo: Este simpósio temático tem por objetivo refletir sobre temas relacionados às questões de gênero na sociedade maranhense do século XIX, visando o conhecimento das pesquisas que veem sendo desenvolvidas no campo da historiografia maranhense. Serão problematizadas as múltiplas experiências dos sujeitos históricos, com o propósito de discutir questões relacionadas aos papéis atribuídos a homens e mulheres, identidades (feminilidades e masculinidades), sexualidades, subjetividades, feminismos, relações de poder. Pretendemos abordar nesse espaço de discussão as pesquisas sobre as relações de gênero na perspectiva da educação, trabalho, família, feminismos, política, violência de gênero, sexualidades, patrimônio, migrações, com destaque para a abordagem interseccional.